
A NOVA GERAÇÃO DA PF
Esse será um ano de suma importância para os servidores do DPF, pois após longa espera terão a chance de testemunhar a conclusão de um trabalho que vem de longa data, senão vejamos:
A 1ª GERAÇÃO, foi aquela que carregou o pesado fardo de estruturar o DFSP por todo o país, sendo distribuídos pelos rincões sem nenhuma estrutura e sem qualquer perspectiva para o futuro. Seriam aqueles conhecidos por Gebianos. Comeram o pão que o diabo amassou, mas seguraram a onda no período forte da ditadura e abriram os caminhos que passaram a ser trilhados a partir daí pelos novos policiais.
A 2ª GERAÇÃO surgiu com os concursos públicos já nos anos 70, melhor qualificados, mas ainda presos a uma polícia totalmente voltada para atender ao governo e não ao Estado como sociedade organizada. Foi ali que começaram a surgir os trabalhos voltados para a polícia científica, com investigações mais precisas e objetivas. A PF dava seus passos para atender atribuições que iam além da DOPS.
A 3ª GERAÇÃO veio com a criação da carreira da Polícia Federal, instituída pelo Dec. 2251/85, que desvinculou a PF do quadro do Plano de Classificação de Cargos (PCCS), o antigo jumbão do serviço público. Com esse decreto os policiais federais foram alforriados podendo lutar em separado pelas suas causas. É de se ressaltar que os próprios policiais que participavam da segurança da família Figueiredo (ex-presidente) foram importantes para que triunfássemos, fazendo valer a máxima que polícia se faz fora de casa, ou seja, não há como obter sucesso entocado nos gabinetes do próprio órgão e todo espaço público tem seu valor. Nessa época também, por força da administração Romeu Tuma, o DPF adotou um estilo menos reservado e deixou de ser uma polícia fechada para apresentar-se ao público a cada grande apreensão.
A 4ª GERAÇÃO foi estruturada a partir de 1990, com a criação dos sindicatos, a organização das bases e muita luta. Decorreu da injusta disparidade salarial entre os delegados que obtiveram na Justiça o direito de perceber isonomia com o MP, deixando os demais servidores para trás e pela forte pressão administrativa aos sindicalistas e servidores que se opunham àquele estado de coisas. Foi um momento de fortes emoções com paralisações, greves, quedas de DG e outros. Uma das coisas mais marcantes no DPF foi que os delegados descuidaram-se de seus direitos como policiais para concentrar esforços em aprovar o Art. 241 da CF visando salários. Aí nasceu a cizânia no DPF.
A 5ª GERAÇÃO surgiu com a reestruturação da carreira em 1996, melhorou salários dignificando a carreira e determinando que a partir de então todos os cargos do DPF seriam de Nível Superior. Dentro da estratégia sindical um dos principais objetivos foi atingido, mas é importante notar que a categoria precisou de 11 anos para alcançar seu intento. Se na fossem as ações judiciais aqui e ali e não daria para agüentar tanto tempo. Há de se considerar como positivo nesse momento o fato de que a seleção de pessoal proporcionou um quadro mais qualificado ao órgão (não desconsiderando que 85% dos ativos até então já tinham algum nível superior), mas de negativo pode-se apontar um certo desprezo pelas práticas investigativas ortodoxas e que nunca deixarão de se fazer necessárias, como a vigilância por exemplo. Também negativo o fato de que os servidores novos não acoplaram aos antigos para manter a luta e isolaram-se como se fosse possível manter a idéia do NOVO X VELHO. Nessa nova geração a PF foi fortalecida por trabalhos mais organizados a partir do incremento da tecnologia para interceptações e outros e passou a gozar de maior credibilidade na sociedade.
A 6ª GERAÇÃO é aquela que está no forno para esse ano de 2012; que exigirá mais do que nunca que todos estejam unidos em torno de nossas representatividades e que determinará o futuro do DPF. Afinal, passados 16 anos da última conquista, o que agora se pretende é consolidar a condição de NS obtida pela Lei 9266/96. É uma situação ímpar e muito particular para os Agentes, Escrivães e Papiloscopistas, primeiro porque vai ser a oportunidade de melhorar os salários e com isso motivar a tropa, fixar aqueles que estão em dúvida e equilibrar a situação funcional na casa; segundo porque teremos que ser hábeis para fazer com que também tenham sucesso por outras vias os DPFs, PCFs e ADMs, sem o que nunca teremos a paz que precisamos para manter o status que pode ser alcançado. Com certeza a luta nunca cessará, até porque depois de conquistar haverá o trabalho de manter, haja vista o exemplo da última vitória que ocorreu 16 anos atrás e que foi depreciando aos poucos.
FIQUEMOS ATENTOS E PARTICIPEMOS DESSA LUTA, POIS O JOGO ESTÁ NA MESA E A OPORTUNIDADE É ÚNICA. SERÁ PEGAR OU LARGAR.APF LEITE/RJ


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Salve Sandro.
ResponderExcluirA hora é essa. O barco está chegando. E pretendo estar dentro dele.
Juntos, seremos sempre mais forte. A meta é a ANP em 2012.
Ad Sumus! Semper paratus!
Uma aula da História do Departamento, por Sandro Araújo... rsrs.
ResponderExcluirParabéns pelo texto, meu amigo. Ficarei muito orgulho de integrar essa 6ª geração, entrando em exercício com muita HUMILDADE, tendo a consciência do quanto tenho a aprender com os antigões, como você.
Um grande abraço.
Edu.
Amém! Em busca do sonho! Valeu Sandrão, pelo apoio e pela fé!
ResponderExcluirSandro, boa noite. O que seria o NS mencionado por você no trecho: "...é consolidar a condição de NS obtida pela Lei 9266/96."?
ResponderExcluirObrigado!
Caro APF Leite,
ResponderExcluirEu acredito fortemente, que nós, atuais candidatos, iremos corresponder as espectativas de vocês APFs,EPFs e PPFs antigos. Pelo que percebo nos fóruns, na qual há participação de boa parte dos neófitos, futuros PFs, já dicutem a possibilidade em fortalecer o espírito de luta na busca de mais essa conquista, e fazer valer o que vocês já construiram.
Espero, e acredito que farei parte deste nova geração.
T.'.F.'.A.'.
Parabéns pelo texto Sandro. Muito boa sua iniciativa de contar a história do DPF. Esperamos que o DPF possa cada vez mais se fortalecer.
ResponderExcluirAbraços,
Equipe COMBAT - Acessórios p/ Tiro.
www.combatonline.com.br
Chegaremos para fazer a diferença na ANP.
ResponderExcluirDisposição e garra, é o que não faltará para os aspirantes a 6ª geração.
Boa sorte a todos os futuros PF'S.
Caro amigo, não sei nem como agradecer este seu post!!!
ResponderExcluirEspero fazer parte dessa nova geração, e trazer mais conquistas a instituição!!
espero estar nesse bolo...
ResponderExcluirÉ uma responsabilidade grande: manter o que foi conquistado e lutar pelo que ainda está para ser conquistado...mas...
ResponderExcluir"verás que um filho teu não foge à luta..."
chegaremos cheios de garra e boa vontade e com o apoio e experiência dos mestres antigões continuaremos a escrever os capítulos da história do DPF.
abraços
Aqui tem mais um, disposto a lutar.
ResponderExcluirDever, honra e sacrifício!
Abraços
A propósito da indagação acima, "O que seria o NS mencionado por você no trecho: "...é consolidar a condição de NS obtida pela Lei 9266/96." ?
ResponderExcluirÉ uma tentativa de burla ao instituto e princípio constitucional do Concurso Público, tal como estão tentando os ex-TTN e ex-TRF, hoje ATRFB, na Receita Federal do Brasil, mas que não conseguirão jamais, em razão da ADI 4616 em curso no Supremo Tribunal Federal.
É aquela velha história de querer acabar com o Inquérito, sempre presidido por um Delegado de Polícia Federal.
Quem quiser ter melhorias financeiras ou ocupar um cargo de destaque, que não mero agente operacional, que submeta-se a um concurso público para a carreira pretendida e, não, como há muito se apregoa, querer levar no tapetão.
Em primeiro lugar, se o Sr. Anônimo prestar bem atenção, o texto é de autoria do APF Leite, que foi dirigente sindical no RJ por diversas vezes.
ExcluirDepois, devo dizer que a questão das melhorias financeiras é elementar, uma vez que TODOS os cargos são de níveis superior e não apenas o de Delegado.
Respeito as atribuições de cada cargo e acho que TODOS DEVERIAM RESPEITAR.
E realmente, se é "aquela velha história", é porque o fundamento é básico e, inclusive, defendido por muitos delegados, de que o modelo investigatório do Brasil tem que mudar.
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O Autor do blog
Sandro Araujo