segunda-feira, 16 de maio de 2016

Desde sempre...

Desde sempre eu sabia...

Ainda era uma criança quando disse que não queria ser adulto...

Que não queria crescer...

Porque tantas dores cercam a todos...................que vivem para comemorar o final de tempos turbulentos que parecem não ter fim...

Questiono a Deus as razões de me mandar para este mundo sem cabimento...

Questiono ainda mais porque não abrevia tudo?

Tantas oportunidades teve...pois andei sempre no limite...

Olho ao redor e só vejo egoísmo, ingratidão, inveja...

Poucos vivem a vida voltados para trazer PAZ pare este mundo...

Precisaria de pouco...quase nada...

Sorrir com generosidade...

Tomar o lugar do outro...

Cuidar para que o caos não se estabeleça...

Que mundo é este meu Deus?

terça-feira, 12 de abril de 2016

Os Tons Cinzentos Que Nos Envolvem


Apesar de sentir no coração as mesmas tristezas que os jovens que busco, NÃO DESISTO DELES...JAMAIS

Mas cabe aqui uma reflexão que está cada vez mais viva no meu espírito. Nós não fazemos um décimo da parte que nos cabe para reverter o quadro de desesperança que assola os jovens. Não apenas os ditos desfavorecidos, mas os bem nascidos também.

Não se iludam. Boa parte NÃO ACREDITA EM NÓS. Não acredita nas instituições. Têm pouco em que acreditar.

Simplesmente.....................................Porque nossos EXEMPLOS são PÍFIOS e DECEPCIONANTES. Nossas atitudes não estão afinadas com a nossa retórica.

Seguir desta forma, é pendurar uma placa de "Descanse em Paz" no futuro das próximas gerações

Contextos Urbanos: Tristeza e Esperança


Eram duas horas da tarde e eu voltava de scooter do Centro de Niterói. Quando passei em frente a um mercado especializado em frutas e hortaliças, na Marques do Paraná, percebi um jovem correndo e gritando, atrás de dois garotos de bicicleta. Perguntei ao rapaz se ele havia sido assaltado e o mesmo disse: “Sim”.

Por uma dessas reações que apenas o instinto pode trazer, numa fração de segundo virei a moto na contramão da via, na mais absoluta conduta “suicida” àquela hora da tarde, e iniciei a perseguição aos dois assaltantes que pedalavam furiosamente na avenida.

Em segundos alcancei o que havia ficado para trás. Gritei para ele parar, ele viu a pistola em minha mão e começou a chorar. Devia ter uns 9 anos no máximo. Como não vi nenhum produto de roubo em suas mãos, descartei-o e segui atrás do outro, que àquelas alturas já “ziguezagueava” entre os carros da Amaral Peixoto. O rapaz pedalava tão rápido, que até para mim, sobre uma moto de 125 cilindradas, foi difícil alcançá-lo.

Quase em frente ao Liceu Nilo Peçanha, emparelhei com o suspeito. Quando ele viu a pistola, tentou largar a bicicleta e correr, mas a minha atitude incisiva o desestimulou. Mandei-o colocar as mãos na cabeça e deitar. Segundos necessários para ver que o garoto não estava armado. Sim, era um garoto. No máximo uns 13 anos.

Tomado por uma grande sensação de impotência diante do mundo, arremessei o capacete longe e xinguei alguns palavrões. Vi a antítese de tudo o que busco fazer no projeto social que coordeno. Uma criança, tomado de ódio da sociedade. Falando todo o tipo de ofensas ao assaltado, que veio correndo, após saber que o suspeito havia sido detido.

Algumas pessoas insinuaram agredir o menino. Em silêncio, mostrei que aquele preso era minha reponsabilidade e fiquei com ele, que pedi para sentar atrás de um carro, para evitar a avidez das câmeras dos celulares, até a chegada dos colegas da polícia civil. O final disso todos já conhecem. Mais e mais ódio, mesmo que estejamos ao lado da lei. Aquele garoto é como uma ostra na qual sua pérola é a raiva que sentem de nós.

No dia seguinte, fui convocado para uma mega operação da Polícia Federal. Minha equipe pegou uma área considerada “de risco” e para lá fomos a fim de cumprir nossos mandados. No local a presença do crime é visível através dos inúmeros buracos de bala nos muros e inscrições de facções criminosas.

Em meio àquela tensão, com meus colegas fazendo o perímetro da área, dois garotos com uniformes escolares da rede municipal passam por mim. Seguem adiante, com o olhar fixo no distintivo e no fuzil que eu carregava. Eu sorri. Eles fizeram sinal de positivo. Eu acenei para que chegassem perto. Eles pediram para tirar uma foto. E eu a tirei, com os dois garotos fazendo sinal de positivo e com belos sorrisos no rosto.

Sim. O mundo não está perdido. Existem muitos com ódio, como o que eu prendi um dia antes. Mas também há aqueles que ainda podem ser trazidos para outra realidade. E muito disso depende de nós. O principal? Mudar suas referências.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Jamais entendi..............


Seguindo adiante com meu silêncio diante do mundo

Com gritos da minha alma ecoando por dentro...

Ainda questiono

Coisas que desde sempre fiquei sem compreensão

Nunca entendi coisas simples...

Por que brigam?

Por que bebem?

Por que fumam?

Por que mentem?

Por que não buscam viver em paz?

Por que?

Por que?

Por que?

Eu era uma criança de poucos anos de vida

E já não entendia nada

sexta-feira, 25 de março de 2016

....


Hoje,

Neste momento em que muitos sentam à mesa para brindar um sacrifício,

Peço apenas a Deus...

Que traga paz a este coração...

Que encara moinhos de vento pelo mundo,

Com muitos Sanchos a segui-lo,,,

Porque muitas vezes questiono...

Se vale à pena seguir lutando...

Uma vez que falta sentido e cabimento a esta vida...

Vida que um sem número de vezes...

Mais parece uma piada de mal gosto

terça-feira, 22 de março de 2016

...


Já desisti de questionar as razões de Deus para ter me enviado para este mundo raso, superficial e absolutamente sem cabimento...

Olho ao redor e não enxergo um sentido grande para este universo sem fim...

Ouço notícias de explosões...atentados pelo mundo...mortes...violências...falta de coerência que nos envolve de forma contundente, sem dar muita margem a reações...

Cabe apenas a triste observação de que a falta de sentido é lugar comum nesta esfera...

Dores no coração, que gritam e não se calam...

Pessoas queridas que não se dão conta de que pequenas palavras dilaceram o coração...

Atos, olhares, expressões...

Força e energia que escasseiam...Faltam...

Sonhos que desceram pelo ralo...

E obrigam a sonhar sonhos que não são seus...

Posso escrever isto aqui...sem intenções de causar celeumas...sei que hoje em dia, quase ninguém lê o blog do Anjo...

Bom mesmo ele ser esquecido aos poucos...

Eu mesmo...Não acredito em Anjos...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pobre Não Presta!!!!!!!!!!!



Cena 1: Você deixa algumas canetas sobre sua mesa de trabalho e sai de sua sala para uma ida ao banheiro. Na volta percebe que uma das canetas desapareceu e, aproveitando-se da “webcam” que estava ligada, tenta descobrir quem a pegou. Para a sua surpresa, o seu chefe imediato esteve na sala durante sua ausência e meio distraidamente, pegou sua caneta para fazer algumas anotações. O que você faz? Absolutamente nada. Talvez, até sinta uma ponta de orgulho pelo fato do chefe usar sua caneta.

Cena 2: Você deixa alguns blocos de papel sobre sua mesa de trabalho e sai da sala para tomar um café. No momento em que retorna, dá conta da ausência de um dos muitos blocos de papel que ali estavam. Numa rápida checagem na “webcam” de seu notebook, identifica um colega de trabalho como responsável pela subtração do bloco. Então, você sai da sala, vai ao encontro do colega e segue um dos dois roteiros:

Se for amigo e gente boa com você, dirá entre risos: “Ô seu espertão! Na próxima vez pede antes de pegar o bloco.”

Se houver animosidade com ele, irá vociferar: “Presta atenção!!! Não quero você entrando na minha sala e pegando minhas coisas, entendeu?”

Cena 3: Você deixa alguns pães de mel sobre sua mesa de trabalho e sai para respirar um pouco de ar puro. Quando chega de volta, vê que um dos pães de mel não está mais ali. Rapidamente aciona as imagens gravadas pela “webcam” que estava ligada, e identifica a faxineira como autora do furto. Pior. A moça consumiu o pão de mel ali mesmo. Então você aciona a equipe de segurança, e realiza todo um procedimento de apuração de crime, para embasar um pedido de demissão por justa causa, que seria posteriormente feito à prestadora de serviços.

Fiz questão de tentar ilustrar ao máximo as três possibilidades. E esse personagem, poderia ser qualquer um de nós, que mesmo sem que admitamos, carregamos uma carga enorme de preconceito e uma grande adaptabilidade às situações. Na verdade, a adaptabilidade de comportamento é muito intensa no que diz respeito ao modo como lidamos com as pessoas ao nosso redor. Obviamente, nestas épocas em que muitos arvoram bandeiras de altruísmo e igualdade social, as “jogadas para a torcida” acabam se multiplicando. Se houver a menor possibilidade de haver uma câmera gravando nossos passos, muitos de nós pensam uma, duas, dezenas de vezes antes de deixar transparecer sua sinceridade de comportamento.

Aprendemos desde cedo, mesmo que isso não seja formalmente ensinado, que algumas pessoas são mais respeitáveis que outras. Daí a predisposição social de “engolir sapos” dos superiores hierárquicos, bater boca com aqueles que são mesmo nível que nós e atropelar quem consideramos inferiores. Assim, a faxineira ilustrada no texto, que na verdade são milhares espalhadas pelo Brasil, que não são inocentes de todo, pois subtraíram coisas que não lhes pertencem, são expostas como cidadãs de baixo nível, pelo grave crime de: serem simples faxineiras.

Li por aí, que quem rouba um pão de mel, rouba um milhão...Será?
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