segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Bom mesmo escrever meio incógnito.
Há quase 6 anos escrevi as primeiras linhas neste blog. Despretensioso no início, acabou ganhando a missão de ser um ente esclarecedor do que ocorre em torno do Universo Policial.
Confesso que não era essa a intenção. Jamais foi.
Mas as demandas surgiram. E eu as assumi...
Demandas que me levaram a escrever outro livro...do qual eu também confesso não gostar.
Por que?
Porque a Polícia Federal, essa importante instituição da República, não me fez bem. Não falo de ser justa ou injusta, pois não sou ninguém para afirmar meu grau de merecimento das coisas da vida.
Mas esta minha vida, meio que perdeu o sentido...Busquei ser o melhor dentro deste Universo Policial...busquei a ética, o espírito público...e ganhei descaso e o pior momento que vivi...
Mas não foi a Polícia. Foram pessoas que nela estão. E que se perpetuam. Pois a Polícia foi feita para elas e apenas para elas...
Enfim...sem reclamações sobre isso.
Mas poderia reclamar...xingar...rsrs...depois das redes sociais e o Sandro Araujo que ocupa essas redes, tenho certeza que poucos vêm aqui. E os mais próximos de mim, devem me procurar no facebook (que desativei recentemente) ou no instagram, twitter...
Este blog acabou se tornando uma zona meio neutra, que as pessoas só leem, quando eu posto os links nas redes sociais.

Como não vou mais postar nas redes...................................Somente meia dúzia irá ler.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Anjos não morrem...renascem todos os dias


Não queridos...

Não abandonei o blog.
Não é isso. Ele está aqui. São os meus pensamentos. Vivos...que ficarão por aqui nesta rede, até que algum dia alguém resolva mudar absolutamente tudo.
Tenham certeza...eu me recuso a parar, a ser derrotado por mim mesmo.
Possuo uma disciplina enorme, capaz de colocar em movimento...que me faz renascer todos os dias.
Penso em tantos que, tendo as palavras deste blog como referência, resolveram adentrar o singular universo policial.
Fico feliz por aqueles que realizaram sonhos.
Sonhos que, se existem, devem ser perseguidos e transformados em realidade.

A jornada tem sido dura.
Mas não julgo minhas demandas maiores que as de quem quer que seja. 
Cada um, com a sua história, seus mundos próprios.
Mas tenham a certeza de que luto a cada dia, para que num raio de ação atingível, eu possa fazer a transformações possíveis.

Se desejo sair da Polícia?
Sim.
Muito.
Mas também, penso que seria injusto comigo mesmo, depois de tanto ter amado esta armadura, depois de ter mergulhado em águas profundas de pioneirismo por aqui...
Sigo...
Avanço.
Ainda existe amor...mas percebo que jamais será materializado, nesta minha passagem por aqui.
Muitos atravessaram os portões legendários da Academia, sem ter a menor noção de espírito de corpo, solidariedade, camaradagem...e hoje, fazem desta casa um inferno para muitos...

Enfim,
Não irão ler lamentações sobre isso. 
Passei para dizer que estou por aqui...que estou à disposição de vocês.

PARA SEMPRE


Hoo Yah!!

sábado, 21 de junho de 2014

SEGURANÇA PÚBLICA x CARGO ÚNICO nas polícias................a urgência de deixar o século XIX para trás

Nota de Esclarecimento – Segurança Pública
20.06.2014

A ANPR publicou nesta sexta-feira, 20, nota de esclarecimento sobre sua atuação no Congresso Nacional em favor de melhorias para a segurança pública. Confira a íntegra do texto:

Às vésperas do primeiro aniversário do funeral da PEC da Impunidade, consolidou-se, por senso comum, a percepção de que a segurança pública está em crise, motivando intenso e profícuo diálogo dos mais variados setores públicos – carreiras policiais civis e militares, Parlamento, Ministério Público – em favor de novas perspectivas que ocasionem o aprimoramento do exaurido modelo atual, para o bem da sociedade brasileira.

A Polícia Federal é tradicional parceira do Ministério Público Federal no enfrentamento da criminalidade e detentora de inegável prestígio junto a este. Todavia, a permanente e sólida interlocução que se estabeleceu com seus policiais escrivães, papiloscopistas e agentes (EPAs) não se verificou com o estamento dos delegados, cujo grêmio associativo vem recusando sistematicamente qualquer diálogo com aquelas importantes carreiras policiais – aliás a justo título fundamentais ao bom desempenho da atividade policial –, e insiste, infelizmente, em estratégias de desinformação e de pura e simples intimidação das demais categorias policiais.

Ao optar por uma atitude sectária, hostil, isolacionista e auto-vitimizante, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) declinou da outrora inerente legitimidade para promover – e quem sabe até protagonizar – uma inescapável rediscussão da estrutura da Polícia Judiciária da União, fragmentando desta forma uma das mais importantes instituições de nosso Estado. Esta impotência no dialogar é hoje tão notória que a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) foi chamada pelo próprio Executivo – sabe-o a ADPF – para intermediar um bem-sucedido contato entre as carreiras dos EPAs, que permitiu destravar o diálogo e fazer evoluir a reflexão sobre o futuro da corporação e da segurança pública no Brasil.

A ANPR vem discutindo publicamente a estrutura, a carreira e o futuro de uma Polícia Federal eficiente e à altura dos enormes desafios que o século XXI lhe impõe, e que não podem ser enfrentados com base em Códigos arcaicos e estruturas inalteradas centenárias. Mais que isso, e buscando enfrentar os desafios da segurança pública brasileira – que acaba de obter, segundo a última pesquisa do CNI/Ibope, desaprovação de 75% –, vem, com a Confederação Nacional dos Membros do Ministério Público (CONAMP), promovendo reuniões com parlamentares, inúmeros representantes de categorias e de entidades representativas de Policiais Civis e Militares, buscando uma pauta de consenso que permita avançar o debate sobre um tema tão importante para o Brasil. Entre outros assuntos estão o ciclo completo de polícia, mecanismos de integração e coordenação entre as forças policiais, questionamentos sobre o inquérito policial – cuja singular, teimosa e inútil sobrevivência é o réquiem deste modelo – e polícias civis com ingresso único e estrutura de carreira que valorize a formação técnica e a experiência.

Trata-se de temas que, sem exceção alguma, estão em todas as mais bem-sucedidas experiências de polícia no mundo, como Chile e Portugal. É impositivo, em prol do país, discuti-los abertamente; a adesão de praticamente todas as representações policiais brasileiras é prova de sua importância e oportunidade, não devendo ser reduzida a confrontação corporativista (de resto sem sentido, dada a disparidade das categorias). Estas reuniões são públicas, e não há nelas qualquer motivo de sigilo ou temor, a não ser daqueles que, auto-exilados da discussão e devotados a delírios como obter as garantias da magistratura mediante emenda à Constituição (quando se sabe que isso somente é possível mediante aprovação em concurso público para o Ministério Público e o Judiciário), cultuam prioritariamente o passado e a auto-referência, e confinam-se a obstruir o diálogo e achincalhar outros agentes da persecução criminal.

Todos os policiais e todas as categorias de policiais do Brasil – e o Ministério Público brasileiro, na qualidade de titular constitucional da persecução penal – podem, e devem, participar desta reflexão. As portas da Associação Nacional dos Procuradores da República estão abertas a quem quiser dela participar, como já vem ocorrendo, inclusive com o aplauso dos Poderes Legislativo e Executivo. Essa reflexão já proporcionou a gênese de novas proposições legislativas, com o compartilhado propósito de aprimorar as estruturas, dinâmicas e procedimentos da segurança pública no Brasil, sem no entanto dar ensejo a iniciativas contra a sociedade, em defesa única e exclusivamente de infundados privilégios classistas, como quando, sem apoio de qualquer outra categoria policial, tentou-se a exclusividade de todas as apurações criminais para os delegados, com a PEC 37, exorcizada pela cidadania nas ruas e levada a óbito pela Câmara dos Deputados.

O momento é de evolução do perfil do estado brasileiro na segurança pública; assim o exigem o povo e a sociedade brasileiros, fartos dos defensores da ineficiência e da impunidade. A Associação Nacional dos Procuradores da República reitera seu intuito de colaborar para o debate e congratula os expressivos segmentos que, com seriedade e espírito público, têm participado deste elevado debate sobre o porvir.

Alexandre Camanho de Assis

Procurador Regional da República

Presidente da ANPR

domingo, 25 de maio de 2014

Copa do Mundo.........Você que a defende, saiba, que eu respeito você.

Tenho amigos que defendem a copa.
Eu os respeito. Não respeito a realização da copa.
Reclamam da postura arrogante do alemão da FIFA. Quando aceitaram fazer a competição aqui, sabiam que o pacote era completo com esses "maletas" à tiracolo. Ninguém iludiu ninguém.
A FIFA disse: "Eu quero X, Y e Z"
Dissemos: "Amém"
Porque esses que disseram "Amém" por nós, viram nisso MAIS UMA grande oportunidade de enriquecer com dinheiro que era para ser aplicado mesmo em outras coisas.
Mas vamos à realidade?
Quando dizem que a Alemanha não pode falar do Brasil, porque ela mesma não lembra da 2a Grande Guerra, dos campos de concentração e dos fornos, mencionando genocídio, tudo bem...é um fato.
Mas os nossos governantes, até os mais populares, mataram muito mais que dez Alemanhas Nazistas juntas. É um genocídio silencioso, que não é percebido pela maioria, no qual a morte é lenta e agonizante.
Não somos um país em guerra, mas nossas vítimas de assassinatos poderiam claramente levar um indivíduo a pensar que vivemos numa guerra civil.
Quando citam Munique, penso que é pueril tal pensamento. E posso afirmar, com certeza quase absoluta, que na mesma época, em meados da década de 70, nossas forças de segurança seriam as últimas a saber do que estava acontecendo na Vila Olímpica, que culminou com a morte dos atletas.
Vivemos um sistema de segurança que fincou raízes no século XIX. E não é porque cargo A ou cargo B são culpados.
É porque VOCÊ, a SOCIEDADE de maneira geral não faz a menor ideia de como funciona a segurança deste país. Como não se interessam, aceitam qualquer coisa.
É verdade que atentaram contra a vida de Monica Seles no meio de uma quadra.
Mas é verdade também, que atentaram contra a vida de João, Cláudio, Manoel, Pedro, Marcelo, Davi, José Carlos e mais uma série de MILHÕES de brasileiros, sejam em quadras de futsal, praças, parques, praias, asfalto ou favela. Aqui não há lugar propício para se atentar contra a vida de terceiros. Qualquer lugar é lugar. Qualquer hora é hora.
Então, amigos,
Estamos às portas da copa (faço questão do "c" minúsculo).
Divirtam-se.
"Uau!!! Uma copa no Brasil!!!"
Legal ter esse sentimento.
Mas não comparem.
Não reclamem dos alemães, dos suiços, dos belgas, dos holandeses, do resto do mundo que ENXERGA a baixa qualidade de QUASE TUDO por aqui.
Se sentarem para comparar, em um determinado momento, muito breve mesmo, os argumentos vão escassear e a vergonha será inevitável.

Boa copa a todos

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Livro sobre a POLÍCIA FEDERAL

Encomendas direto com o autor até o dia 02 de Maio.

Através do e-mail misanthay@yahoo.com.br

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