sábado, 22 de agosto de 2015

Mulher na Polícia




Renata Guaraciaba

Policial Civil

Atleta

Advogada

Dona de casa......................................Mulher na Polícia

Contextos Urbanos: Prender e exterminar os nocivos



“Prender aqueles que julgamos nocivos. Se possível, esquecer deles na prisão. Mas, melhor ainda se pudermos exterminá-los.

Afinal, são culpados por todas as desgraças pelas quais passamos.”

Contundente, não? Quem pode duvidar que tais palavras retratam o pensamento de boa parte da sociedade brasileira? Poderíamos, então, atribuir sua autoria a qualquer um, entre aqueles que apostam suas fichas na limpeza seletiva entre os que parecem nocivos. Muitos dizem que uma parcela considerável do dinheiro desviado nos escândalos de corrupção deveria ser usada para construir mais presídios. Leio as colocações de indivíduos que comparam TODOS os custodiados do sistema carcerário a ratos. Será?

Diante de um sistema investigativo risível como o nosso, é realmente possível afirmar a culpa desse quase milhão de homens e mulheres? Os diversos difusores das palavras do início deste artigo são os mesmos que fazem pouco caso das possibilidades de ressocialização real de detentos, colocando TODOS na vala comum dos criminosos por natureza. Ou ainda defendem a construção de mais vagas para presos, para abrigar os novos contemplados, com a redução da maioridade penal.

A força daquelas frases também encontra eco nos corações dos que caminham pelo mundo a dizer que “bandido bom é bandido morto”. Os mesmos que são capazes de olhar uma criança e, apenas por sua origem, indumentária e modos, profetizar: “Está aí um projeto de marginal.” Meio “instintivamente”, evitam o convívio de seus filhos com esses seres ameaçadores. Afinal, “é melhor evitar problemas.” A segurança tem se tornado artigo de luxo e apenas uma minoria de privilegiados pode adquiri-la ao custo de somas cada vez maiores de dinheiro. Apesar de concordar que a violência anda descontrolada e também me identificar como vítima dela, preciso dizer que nenhum progresso será obtido no curto prazo. A atitude meramente reativa dos gestores de segurança do Brasil inteiro em nada contribuirá para o estabelecimento de um cenário onde a paz predomine. As medidas devem ser visando o médio e o longo prazo.

Para alterar o curso de uma sociedade acostumada a corromper, ser corrompida e segregar quase que por “esporte”, é preciso um trabalho conjunto de várias frentes. Não é policial. Não é educacional. Não é esportivo. Não é da família. É um trabalho que precisa de todas essas frentes e muitas outras juntas. A sociedade precisa trabalhar de verdade, com atitude e com o espírito elevado, para que o cenário mude. Quanto à frase que introduziu o artigo, é uma adaptação de um discurso de Adolf Hitler. Mas poderia ser Mussolini, Stalin, ou qualquer outro ditador da história da humanidade.

domingo, 16 de agosto de 2015

Segurança Pública e as Manifestações de Rua

Contextos Urbanos: Bandido gosta de ser bandido




Um dia desses eu li que boa parte da população brasileira acredita que os bandidos são bandidos porque gostam de ser. Fui obrigado a concordar. Segundo essa parcela dos brasileiros, os bandidos já nascem bandidos e a solução para eles é aumentar o número de vagas nos presídios e construir um número crescente desses estabelecimentos de “ressocialização”.

Pergunto a você, intrépido leitor, que parâmetros esse exército de sociopatas teria, desde o seu nascimento? Se já nascem monstros com o instinto cruel e impiedoso, poderiam encontrar em boas referências as chances de redenção. Entretanto, o que encontram é a antítese disso: governantes e políticos de qualidade risível, olhando apenas pelo lado da competência. Até os ícones esportivos e artísticos são pobres de espírito. Preocupam-se mais em ostentar vidas fora da realidade dos simples mortais, exaltando a indolência e a falta de estudos, que exercitar a verdadeira humildade e dar verdadeiros exemplos de postura. Hoje, um adolescente que copia um ídolo tem grandes chances de ser um analfabeto funcional, com tendências narcisistas descontroladas.

Quando um “psicopata” desses, observa a forma como a sociedade brasileira trata os menos afortunados, provavelmente ficará bastante satisfeito com a “generosidade” dessa mesma sociedade, que desde 1500 faz questão de criar abismos intransponíveis nos mais diversos segmentos. Mais adiante, o degenerado bandido se depara com uma roubalheira institucionalizada. Provavelmente está no DNA da nação colonizada por degredados da pior estirpe. Mais uma vez o bandido por natureza, seja rico ou pobre, tem um bom parâmetro para desenvolver seus talentos de predador. Nossa nação se acostumou a errar. E justificar os próprios erros nos erros dos outros, em um eterno ciclo vicioso. Apontar para o lado é mais fácil que olhar para si mesmo e tentar corrigir a falta de escrúpulos, a ética quase inexistente e a desonestidade que assola a nossa sociedade como uma epidemia. O mais importante é a palavra EU. Que se dane o mundo para uma multidão de egoístas. Que fazem discursos nas redes sociais reclamando da educação pública, mas se incomodam quando os filhos dividem espaço com os alunos dos colégios municipais e estaduais.

Diante de um mundo como este, que os recebe desde que são paridos, seja num corredor de hospital público ou num apartamento vip de uma maternidade particular, esses indivíduos de índole perversa só têm mesmo razões para aperfeiçoar sua maldade. Seguramente terão cada vez menos pena dessa sociedade que dificilmente terá coragem de encarar a si mesma, para perceber o quanto seu comportamento é capaz de dar prazer àqueles que cometem atrocidades.

domingo, 9 de agosto de 2015

Salários dos POLICIAIS


Você acha justo Advogados da União e Delegados de Polícia ganharem salários equivalentes a 90% do salário de um ministro do STF (perto de 30 mil reais ), enquanto a maioria esmagadora dos POLICIAIS ganha salários BAIXOS???

Responda SIM ou NÃO nos comentários.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Quem não tem argumentos suprime a verdade...



Não me surpreende que um texto NÃO OFENSIVO como este, tenha sido DENUNCIADO como tal nas redes sociais. De forma alguma me surpreende.

Quem não tem ARGUMENTOS suprime a VERDADE




Eu até consigo entender, quando representantes de entidades de classe, saem em defesa da manutenção do seu status. Não julgo culpados, os milhares de jovens que prestam prova para a carreira de delegado, caindo de paraquedas na função de gestor de polícia. Afinal, se existe a prova, o indivíduo tem os pré-requisitos e o salário é atraente, tem mais é que tentar entrar mesmo.

Mas, diferente dos representantes, que defendem suas classes, vou na direção da defesa da sociedade, que é o que todos, que arvoram a bandeira do espírito público, deveriam fazer. Simplesmente, serei incapaz de refutar os argumentos de ESTUDIOSOS e PESQUISADORES sobre o tema SEGURANÇA PÚBLICA. Pessoas que empenham seu tempo e seus conhecimentos adquiridos ao longo de décadas, na elucidação do emaranhado de problemas que resultam no caos da violência no Brasil.

Sim. O pesquisador Michel Misse está coberto de razão. Não, senhor presidente da Associação de Delegados, as afirmações não estão equivocadas. Evidente é, que existe um sem número de delegados de polícia, que querem simplesmente, SER POLÍCIA. Não seria essa a missão? Ser policial, investigar, colher provas? Então, em que está equivocado o estudo ACADÊMICO, que diz que o Inquérito Policial é anacrônico e fator de atraso nas investigações? Será preciso desenhar?

O excessivo teor jurídico das polícias investigativas brasileiras são uma singularidade no mundo. Temos a instauração de pequenos tribunais inquisitórios em gabinetes de delegacias, com uma atividade cartorária intensa, gerando uma série de procedimentos, que seriam dispensáveis, se o objetivo fim fosse apenas um: FAZER POLÍCIA.

Que delegado de polícia, com espírito verdadeiramente policial, não iria gostar de mudanças no método investigativo, que dessem a ele a possibilidade de fazer o que a sociedade espera dele? Ir a campo, colher provas, de forma célere, sucinta e com o objetivo único de elucidar os crimes. Deixando completamente a pose e a vaidade de lado.

Porque se há uma coisa que imobiliza as tentativas de mudança, é a vaidade exacerbada de pequenos grupos, que tem voz ativa em suas entidades. Têm medo de que? Em que a implantação de uma carreira única, aceitando a multidisciplinaridade reinante no mundo, afetaria a posição alcançada através de concurso público lícito e justo, desses gestores?

A própria Polícia Militar, de maneira progressista e sábia, tem caminhado no sentido de instituir carreira única em seus quadros. E vejam, que é uma instituição secular, com fortes influencias coloniais. Mas a realidade do mundo cobra seu preço. Partiu dos próprios oficiais a ideia de criar uma polícia ostensiva com conceitos modernos.

O fato é que a sociedade clama por celeridade, modernidade e eficiência. Ficar sentado em cima de conceitos arcaicos, porque interessa à classe, mostra claramente a falta de zelo pela sociedade que juraram proteger.

Pior ainda é tentar, de forma pueril e pouco embasada por estudos sérios, contrapor os argumentos de quem vive no mundo acadêmico e acompanha de forma metódica e verdadeiramente interessada, o desenrolar dos acontecimentos que mostram o quanto nossa segurança pública é uma piada.

Michel Misse estudou. Estuda. Não é partidário de classe A ou B. Deseja uma sociedade que seja atendida pelas suas instituições. Sinto informar, que o status só será mantido, às custas de muita manipulação de informações e meias verdades. E mesmo assim, saibam... Uma parte significativa da sociedade já sabe comparar o que dá certo com o que não dá. E quando a sociedade cisma. Até analfabeto se transforma em presidente da República.



Michel Misse e as verdades que muitos escondem


Eu até consigo entender, quando representantes de entidades de classe, saem em defesa da manutenção do seu status. Não julgo culpados, os milhares de jovens que prestam prova para a carreira de delegado, caindo de paraquedas na função de gestor de polícia. Afinal, se existe a prova, o indivíduo tem os pré-requisitos e o salário é atraente, tem mais é que tentar entrar mesmo.

Mas, diferente dos representantes, que defendem suas classes, vou na direção da defesa da sociedade, que é o que todos, que arvoram a bandeira do espírito público, deveriam fazer. Simplesmente, serei incapaz de refutar os argumentos de ESTUDIOSOS e PESQUISADORES sobre o tema SEGURANÇA PÚBLICA. Pessoas que empenham seu tempo e seus conhecimentos adquiridos ao longo de décadas, na elucidação do emaranhado de problemas que resultam no caos da violência no Brasil.

Sim. O pesquisador Michel Misse está coberto de razão. Não, senhor presidente da Associação de Delegados, as afirmações não estão equivocadas. Evidente é, que existe um sem número de delegados de polícia, que querem simplesmente, SER POLÍCIA. Não seria essa a missão? Ser policial, investigar, colher provas? Então, em que está equivocado o estudo ACADÊMICO, que diz que o Inquérito Policial é anacrônico e fator de atraso nas investigações? Será preciso desenhar?

O excessivo teor jurídico das polícias investigativas brasileiras são uma singularidade no mundo. Temos a instauração de pequenos tribunais inquisitórios em gabinetes de delegacias, com uma atividade cartorária intensa, gerando uma série de procedimentos, que seriam dispensáveis, se o objetivo fim fosse apenas um: FAZER POLÍCIA.

Que delegado de polícia, com espírito verdadeiramente policial, não iria gostar de mudanças no método investigativo, que dessem a ele a possibilidade de fazer o que a sociedade espera dele? Ir a campo, colher provas, de forma célere, sucinta e com o objetivo único de elucidar os crimes. Deixando completamente a pose e a vaidade de lado.

Porque se há uma coisa que imobiliza as tentativas de mudança, é a vaidade exacerbada de pequenos grupos, que tem voz ativa em suas entidades. Têm medo de que? Em que a implantação de uma carreira única, aceitando a multidisciplinaridade reinante no mundo, afetaria a posição alcançada através de concurso público lícito e justo, desses gestores?

A própria Polícia Militar, de maneira progressista e sábia, tem caminhado no sentido de instituir carreira única em seus quadros. E vejam, que é uma instituição secular, com fortes influencias coloniais. Mas a realidade do mundo cobra seu preço. Partiu dos próprios oficiais a ideia de criar uma polícia ostensiva com conceitos modernos.

O fato é que a sociedade clama por celeridade, modernidade e eficiência. Ficar sentado em cima de conceitos arcaicos, porque interessa à classe, mostra claramente a falta de zelo pela sociedade que juraram proteger.

Pior ainda é tentar, de forma pueril e pouco embasada por estudos sérios, contrapor os argumentos de quem vive no mundo acadêmico e acompanha de forma metódica e verdadeiramente interessada, o desenrolar dos acontecimentos que mostram o quanto nossa segurança pública é uma piada.

Michel Misse estudou. Estuda. Não é partidário de classe A ou B. Deseja uma sociedade que seja atendida pelas suas instituições. Sinto informar, que o status só será mantido, às custas de muita manipulação de informações e meias verdades. E mesmo assim, saibam... Uma parte significativa da sociedade já sabe comparar o que dá certo com o que não dá. E quando a sociedade cisma. Até analfabeto se transforma em presidente da República.


Ocorreu um erro neste gadget