quarta-feira, 23 de abril de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CONCURSEIROS: Alguns "Experts" e seus Julgamentos

Ando sem paciência com pensamentos medíocres.
Muito sem paciência mesmo.
Por isso mesmo evito fazer postagens aqui. Faço-as em uma rede social, onde os toscos de pensamento não podem se esconder atrás do anonimato, de maneira geral.
Publiquei uma carta de um AMIGO.
Sim...ele leu o edital.
Ele conhecia tudo sobre o cargo. Tanto que veio até a minha unidade, para conhecer o trabalho de perto. Conversou com escrivães. Viu tudo o que acontece na Delegacia descentralizada. Enfim...ele sabia de tudo.
Mas eu digo a você, ESPERTÃO que acha que pode julgar o Coelho...Você só sabe o que é a Polícia Federal, quando você VIVE a Polícia Federal, o que, em boa parte dos casos de vocês, julgadores do pensamento tosco, não ocorrerá nunca.
O mundo só conhece um lado. E esse lado se deve ao empenho e ao profissionalismo de quem está aqui. De TODOS os cargos. Não demonizo cargo A ou B. A ESTRUTURA está equivocada desde a concepção.
O senhor Anônimo que escreve chamando a FENAPEF de "câncer"...a você,  meu caro, meu humilde recado...VÁ PARA O INFERNO!!!
Baseado em achismos, escreve que os agentes querem ser delegados sem concurso.
Meu caro senhor NINGUÉM, a maioria absoluta de nós, Agentes, Papiloscopistas e Escrivães, não quer ser delegado. Sabe por que? Porque não nos identificamos com as atribuições do cargo. A massa dos agentes entra na Polícia para ir a campo, investigar, colocar a sociedade acima da vida...aliás, riscos assim não parecem ser compatíveis com pessoas que se escondem atrás do anonimato para criticar COISAS QUE NÃO CONHECEM A FUNDO.
Vivemos o caos.
Nosso pior momento em toda a história. E parece ser algo orquestrado. Por enquanto, apenas parece. Certezas nenhum de nós tem. Mas seguimos dia após dia.
A vocês, concurseiros partidários do "SE FOSSE EU..." saibam que se fossem vocês, seria pouquíssimo diferente. Pois o que move o homem é algo muito maior que salários e armas no coldre.
Perdoem-me aqueles aspirantes sensatos, que usam o RESPEITO como palavra de ordem.
Como escrevi acima...minha paciência anda pequena.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

POLÍCIA FEDERAL: A dura REALIDADE e os SONHOS deixados para trás


Carlos Mattos é meu camarada.

De Niterói, assim como eu.
Esteve na minha unidade da Polícia Federal pouco antes de ir para ANP.
Estava vibrando. Empolgado.

Antes de se formar, seu coração estava assim, deixando o sonho para trás.
Percebeu com os próprios olhos a incoerência de um órgão que agoniza nas mãos de alguns, suas excelências, com desejos de serem tratados por "majestades".
Enxergou a insensatez.
A falta de futuro.
O subaproveitamento intelectual efetuado por uma casta de indivíduos que acreditam que o mundo gira em torno deles.
Carlos será um ícone.
Um marco para todos vocês.

Eis aqui, a carta que deixou publicamente, para que ASPIRANTES como vocês, ENTENDAM que o sonho é baseado em fábulas televisivas que NÃO EXISTEM.


CARTA DE MINHA AUTORIA PARA A TURMA BRAVO DO 38º CURSO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ESCRIVÃES DE POLÍCIA FEDERAL
Amigos da turma bravo,
Venho hoje aqui falar-lhes algo que deve chocar a maioria: estou me desligando deste 38º Curso de Formação Profissional de Escrivão de Polícia Federal. Os mais chegados já imaginavam, pois confidenciei muitos dos motivos que me levaram a tomar esta decisão, outras pessoas suspeitavam por notarem a minha falta de motivação recente.
Sei que muitos estão se perguntando porque estou fazendo isso, já que todos sabem que sou um dos mais vibradores da turma e que nunca medi esforços para nada no caminho percorrido até aqui, mas a verdade é que sempre ouvi e li sobre a crise na PF, sobre a guerra entre deltas (delegados) e EPAs (escrivães, papiloscopistas e agentes), sobre a trava salarial, sobre o descaso do governo Dilma com a PF e a falta de reajuste da remuneração, mas sempre bati no peito e falei que nada disso me desmotivava, nada disso estragaria meu sonho de vestir a roupa preta de letras douradas, afinal de contas tenho vocação policial e não me via fazendo mais nada a não ser isso. Ademais, pensava que o Órgão estava em sua pior fase e que agora era a hora para melhorar e sair da crise. Contudo, estando aqui no curso e presenciando a mais uma tentativa frustrada de negociação do sindicato com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Ministério da Justiça senti algo que nunca havia sentido antes, senti o descaso do governo, a ausência de força política dos EPA`s e uma briga sem fim e sem nexo entre delegados e EPA`s, na qual os primeiros sempre saem vencedores.
Com mais essa luta perdida, na qual todos os EPA´s davam como certa a vitória, caiu minha ficha. Vislumbrei um futuro o qual não quero passar, um futuro no qual estaria morando na fronteira, sem nem saber onde ficaria, longe da família e amigos, com um ambiente de trabalho ruim, e ganhando um salário que não daria para atender todos meus anseios e de minha família.
Desculpem-me os que pensam que um EPA ganha bem comparado às outras policias, mas vocês estão enganados. Mudar para fronteira, na grande maioria fronteira do Norte, às suas custas e sem auxílio nenhum do Órgão, tendo que pagar aluguel, alimentação, passagem aérea para vez ou outra visitar a família, e, para aqueles que ainda têm filhos, pagar escola e alimentação destes, para isso são necessários muito mais que os ridículos 6000 reais líquidos (já incluindo o vale coxinha de cerca de 300 reais) que ganha um EPA 3a Classe.
Enquanto isso, carreiras que antes tinham salários que regulavam com o salário dos EPA`s há alguns anos, tal como Auditor da Receita Federal, atualmente ganham mais do que o dobro. Outras carreiras que antes brigavam pela equiparação de vencimentos com o subsídio dos EPA`s, hoje em dia, ultrapassaram e muito o subsídio destes, tal como oficial da ABIN, que hoje ganha 12.000 reais.
Se fosse há alguns anos, eu não pensaria duas vezes, iria pra fronteira sem medo e, caso não desse certo, estudaria para outra coisa. Entretanto, hoje já não sou mais um menino, tenho 32 anos, qualquer decisão minha repercute imediatamente na minha vida e não tenho mais tempo para cometer erros. Além disso, eu tenho um cargo público que me paga bem, o ambiente de trabalho é ótimo, é perto de casa e ainda tenho tempo para estudar lá. Arriscaria tudo isso pela PF, afinal de contas, essa é a minha vocação, mas tenho medo de arriscar nesse momento terrível pelo qual o Órgão passa e me arrepender por anos por ter cometido um erro.
Pode ser que eu me arrependa mais tarde, sobretudo se houver um fim nesta crise que já se arrasta há anos, mas prefiro correr esse risco a tentar algo novo e inusitado como abandonar tudo que tenho para tomar posse na PF, sofrer com o ambiente de trabalho e toda esta crise, e amargurar anos de arrependimento.
A mais recente derrota do sindicato foi a gota d`água que transbordou o meu copo, foi apenas a ponta do iceberg de um problema o qual não quero enfrentar. Mudar para fronteira, com brigas internas na Instituição, longe da família, pagando aluguel e diversas outras despesas, com um salário cada vez mais corroído pela inflação e sem perspectiva de aumento, subutilização da minha mão de obra, descaso do governo Dilma/PT, não reconhecimento dos cargos de escrivão, agente e papiloscopista como sendo de nível superior, tudo isso me fez analisar um futuro que, ao fazer uma ponderação com minha vocação, me fez perceber que vocação tem limite e que é melhor permanecer onde estou.
Como pode um Órgão exigir o nível superior para o ingresso no cargo, mas pela lei reconhecê-lo como nível médio? Sabemos que algumas vezes o sindicato não toma as medidas mais acertadas nas negociações, mas a questão de tentar reconhecer os cargos como nível superior sempre foi buscada pelo sindicato e o Governo sempre permaneceu irredutível quanto a isso, não querendo aceitar o pleito, indicando que nossos cargos são realmente de nível médio. Que incongruência é essa? Pessoas altamente capacitadas, com nível superior, tendo suas atribuições reduzidas a nível médio. Para que isso? Seria uma forma de justificar a trava salarial que impede que um EPA Classe Especial, fim de carreira, receba mais que um Delegado 3ª Classe, novinho?
E quanto ao reajuste anual do subsídio, que existe para corrigir os efeitos da inflação sobre os salários para que estes não percam seu poder de compra? Isso é um mandamento constitucional. Por que a lei não está sendo aplicada? A quem se deve recorrer neste caso? O Governo Federal pensa que é Deus para fazer o que quiser com uma classe, afrontando diversos direitos e garantias individuais e coletivos, direitos sociais dos trabalhadores e, consequentemente, desrespeitando a Constituição Federal. Sinto-me impotente.
Alguns podem estar se perguntando “Mas por que não termina o curso pelo menos, já que já estamos nos aproximando do fim deste?”. Todos sabemos que vivemos uma rotina “punk” aqui, com muitas atividades físicas, aulas teóricas, estudos, escassez de tempo, acordando todos os dias às 6 da manhã, com exceção da 6a feira que acordamos às 5:30 para o hasteamento da bandeira. Temos aulas até as 17:30, quando não temos até as 19:30. 2 meses aqui se parecem com 6 meses. Além de toda essa correria, ainda só temos um dia na semana para o descanso, o domingo, e que na maioria das vezes utilizamos para lavar roupa, fazer compras e estudar. Todo esse esforço e empenho vale a pena quando pretendemos concretizar o sonho de tomar posse ao final do curso, mas, como falei antes, meu sonho se esvaziou pelos motivos já expostos.
Diante de toda essa realidade, passei a me perguntar se seria válido continuar passando por todas essas provações e rotina desgastante, me privando de estar com a família e amigos, para ao final não tomar posse, mesmo porque estou de licença no meu Órgão anterior e posso retornar a qualquer momento e voltar a ganhar minha antiga remuneração. Com isso, passei a me sentir desmotivado, sem a gana que tinha no início do curso, não conseguia mais estudar e só pensava que estava perdendo meu tempo. E foi por isso que decidi pedir desligamento, pois sou uma pessoa que SEMPRE faz bem-feito as coisas, e, da maneira em que me encontro, não farei nada bem-feito.
Quero que saibam (mas creio que sabem muito bem disso) que não estou tomando essa decisão por fraqueza ou impulsividade, até porque todos sabem que sempre dei meu máximo nesse curso, seja no aspecto intelectual, seja no aspecto físico, e sempre tomei a frente de muitas atividades em prol da turma. Na verdade, foi necessária muita coragem para tomar esta decisão, pois estou abrindo mão de um sonho antigo pelo qual lutei MUITO e só quem já se propôs a enfrentar esse desafio sabe o quanto é difícil chegar até aqui.
Fui excedente do concurso de Agente de Polícia Federal em 2012, ficando em 573º, sendo que eram 500 vagas e convocaram até o classificado de número 511. Fiquei muito triste e senti uma dor imensa com essa eliminação, já que o DPF tem a política atual de não chamar excedentes. Contudo, após alguns meses de ostracismo nos estudos, voltei a estudar com intensidade e fui aprovado para este concurso. Por isso, digo-lhes que aqui não está falando um paraquedista ou um concurseiro que atira para todos os lados. Aqui há uma pessoa determinada e focada que SEMPRE teve como alvo a PF. Logo, saibam que não está sendo nada fácil desistir de tudo isso. Está sendo uma decisão muito difícil, e tentei muito retomar a visão romântica que eu tinha da PF para poder me encher de vontade e vibração novamente, mas não estou conseguindo mais.
E, por mais que seja difícil tomar essa decisão, sei também que Deus me capacitou muito neste caminho e pude perceber meu potencial, fui aprovado, ao final de todas as etapas, em 48º num dos concursos mais difíceis do país, com 84.000 inscritos, e por isso devo levantar a cabeça e seguir em frente, pois certamente Deus vai me honrar novamente com mais uma aprovação se eu fizer por onde.
Não me arrependo de nada que fiz até aqui, não considero uma viagem perdida, realizei um sonho que muitos tentam, mas poucos alcançam, que é ingressar na Academia Nacional de Polícia. Com a realização deste sonho, fiz muitos amigos aqui, aprendi a atirar, fiz mais de 700 disparos com pistola glock 9mm, revólver calibre 357 magnum, submetralhadora mp5 e calibre 12.
Todavia, não poderei realizar meu sonho de efetivamente me tornar policial federal, pois este sonho se esvaziou com todas essas brigas e crises institucionais, brigas inúteis que só destroem Órgão e não representam o que é a Polícia Federal. A Polícia Federal é maior do que todas essas mazelas, e isso me entristece profundamente, pois sempre foi meu sonho ser policial federal, lutei muito por isso e agora vejo a instituição numa situação que não condiz com sua magnitude. Mas nossos sonhos têm que nos fazer felizes.
Como mencionado anteriormente, fiz muitos amigos nessa jornada e, sobretudo, aqui na Academia, especificamente na turma Bravo.
Busquei no dicionário o significado da palavra Bravo e encontrei: aquele que afronta o perigo; corajoso; heróico; intrépido; resoluto; digno de aplausos. Esses termos descrevem com precisão essa turma, pessoas do bem, amigas, que se superam a cada obstáculo e ombro a ombro ajudam os demais a superá-los também. Como não lembrar das aulas de natação operacional? Todos tendo que fazer flutuação e simulando o auxílio a uma vítima. Todos estavam esgotados, sem conseguir nós mesmos flutuar, e mesmo assim permaneciam até o fim na tentativa de auxiliar as “vítimas”. Tenho certeza que vocês serão excelentes policiais e torço de verdade para que no futuro as coisas melhorem no Departamento, para que vocês sejam muito felizes na casa.
Havia duas coisas que me faziam repensar em ficar ou não aqui: meu sonho de ser policial federal e vocês. Amo cada um como se fossem meus amigos de infância, parece que os conheço há anos.
Acho que, por onde passamos, devemos deixar sempre um legado, uma marca, pois assim como disse Edmond Locard, através da formulação do princípio básico da ciência forense, no qual “todo contato deixa uma marca”, sei que deixei uma marca, ainda que pequena, nesse curso de formação e nos corações de cada um de vocês.
Lembrem-se sempre de mim como: o Coelho testa das aulas de corrida do grupo 1; o Coelho orador oficial da turma nos agradecimentos aos professores que encerravam suas matérias; mas, sobretudo, o Coelho vibrador e que tem nas suas veias o sangue policial.
É uma pena que o Departamento esteja dessa forma: interesses e brigas classistas sobrepõem-se aos reais interesses da Polícia Federal; Assédio moral com os subordinados na tentativa de demonstrar submissão; Governo Dilma, por retaliação às tantas operações que investigaram seus partidários, trata com indiferença e desprezo a Instituição pública mais respeitada pela sociedade levando-a gradativamente ao sucateamento e desmotivação dos seus policiais.
O que mais tenho visto e ouvido são amigos e conhecidos que já estão na “firma” e me dizem para repensar se quero mesmo entrar e que estão estudando novamente para outros concursos para poderem sair do Departamento. Isso é uma pena, pois estão perdendo policiais vocacionados, que amam a Polícia Federal e doariam suas vidas à causa policial, e, neste momento, a Instituição acaba de perder mais um que se encaixa nessa descrição, eu.
Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior
Nome de guerra: Coelho
crcmjr@hotmail.com
Ex-aluno da Academia Nacional de Polícia (XXXVIII CFP EPF)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Ocaso Inevitável


Não é uma questão de animosidade.
Não, definitivamente, não é. 
Tenho irmãos na vida, que são delegados de polícia. Civis, federais...pessoas de bem, competentes e que esperam por novos tempos de forma sincera e coerente.
Não quero marcar território como inimigo de classe A ou B.
Mas se alguns, independente do cargo que ocupam, quiserem se declarar meus inimigos porque defendo SENSATEZ e COERÊNCIA no que diz respeito à segurança pública, fiquem à vontade.
Minhas palavras buscam resgatar almas perdidas num mar de autoestima quase inexistente. Visam levar informação a quem só pensa na palavra POLÍCIA, quando é assaltado ou sofre qualquer tipo de revés.
É verdade.
A sociedade desconhece os elementos responsáveis por sua segurança. Cobra muito desses elementos. Mas não tem a menor ideia de quem são, de onde vem e como são organizados.
Lamento muito por aqueles que entraram nas Polícias do Brasil todo, em busca de POSE. Se gostam de que o cidadão comum beije suas mãos, deveriam pensar em comprar algum título de nobreza de alguma monarquia falida do mundo.
Se querem viver com a ilusão de que são melhores que a maioria, paciência. Cada um tem o direito de se iludir com o que bem entende.
Apenas deixo clara a informação, de que uma parte considerável da sociedade não está mais alheia. Muito pelo contrário. Está até ESTARRECIDA com o que vê dentro de quartéis (?) e delegacias do país todo.
Policiais recebendo voz de prisão por pseudo autoridades, pelo simples fato de defenderem ideias, sem ofender ninguém.
É muito triste.
O ocaso, meus caros, é inevitável.
O tempo é incontrolável e ele, de forma fria e objetiva, caminha contra o relógio daqueles que ainda se apegam a conceitos, que o próprio D. Pedro II já queria deixar para trás

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Obrigado POLÍCIA FEDERAL


No dia 16 de novembro, comemoramos o Dia do Policial Federal.
Aproveitarei a oportunidade, para agradecer a alguns, que detiveram ou detém o poder de gestão da Polícia Federal.
Obrigado por terem me transformado no homem que sou hoje. Desde que saí da Academia Nacional de Polícia, a jornada tem sido dura. E eu, em muitos aspectos, transformei-me numa pessoa pior, graças a vocês. Obrigado.
Obrigado por me fazer enxergar que uma parte dos administradores públicos não se interessa em fazer o melhor, busca ascender a todo custo na carreira, sem se importar com o bem estar de milhares sob a sua tutela, ri das mazelas de muitos, pois sabem que tais mazelas não servem para essa casta.
Agradeço também por ter conhecido algumas das piores pessoas que passaram pela minha vida, capazes de qualquer coisa por interesses próprios, incluindo aí a possibilidade de matar por muito pouco ou quase nada. Por outro lado, fiz os melhores e mais fiéis amigos que um homem poderia ter. E isso, realmente merece meu "Muito Obrigado".
Obrigado por meus filhos terem crescido com uma visão crítica do mundo, sem ilusões, sabendo que apenas o estudo poderá libertá-los da escravidão que representa ser funcionário público neste país. Cresceram conhecendo suas possibilidades e vendo as batalhas diárias, que jamais se resumiram apenas ao trabalho como policial federal.
Sim...há 17 anos divido a vida de policial com a de professor de matemática e física, depois de enrolador de doces, professor de lutas e agora motoboy da nossa inciativa familiar. De nada me envergonho, pois trabalhei e trabalho com o espírito elevado, sempre acreditando em dias melhores no futuro.
Mas vocês, vocês que sabem bem quem são, deveriam se envergonhar. Sentir uma vergonha profunda por sua mesquinharia, sua falta de espírito público e sua incompetência.
Ou será belo e digno de aplausos mandar dezenas de inocentes para a prisão, numa política de "prender para investigar" e não o contrário? 
Obrigado por terem me tornado referência, pelas três semanas que passei naquele presídio de segurança máxima, sem absolutamente saber do que se tratava. Uma das maiores aberrações ocorridas no órgão, segundo as palavras do Desembargador Prevento. Agradeço pela sua incompetência, meus caros. Passei três semanas no Inferno, mas com DEUS AO MEU LADO 110% do tempo. Aprendi com aquele sofrimento e percebi ainda mais em que lugar estou e com que tipo de pessoas eu lido. Não penso em vingança. Penso em JUSTIÇA. Para que negligências, irresponsabilidades e incompetências do tipo, ocorram cada vez menos por aqui.
Aos doutos em Direito, saibam...jamais fui ouvido. Por ninguém, nunca.Talvez porque não teriam o que perguntar, tamanhas eram as incoerências do "relatório". Franz Kafka ficaria constrangido.
Que me desculpem os aspirantes, aqueles que desejam entrar para o DPF. Sei que muitos ficam irritados e decepcionados com palavras como as minhas. Deve haver gente satisfeita no órgão. Com certeza, deve haver. Mas jamais me eximirei de dizer a verdade.
Desafio vocês, aspirantes, a indagar a qualquer novato desta Polícia, sobre seu grau de satisfação. Não tenham medo. Perguntem. Eles dirão que esta é a Polícia Federal do Brasil, na qual 12 policiais se suicidaram nos últimos 14 meses.
Que fique claro: O Departamento de Polícia Federal é uma instituição de importância sem tamanho para sociedade brasileira. Sua grandeza sempre será reconhecida por todos. O problema, são aqueles poucos, não uma categoria X ou Y...mas aqueles poucos que poderiam fazer muito, mas são impedidos por sua própria vaidade, de enxergar o óbvio

sábado, 5 de outubro de 2013

História da POLÍCIA FEDERAL: IMAGENS

Há muito tempo atrás,
Nesta mesma galáxia,
Neste mesmo planeta e neste mesmo país, 
Um grupo de homens e mulheres desbravadores surgiu, com o firme propósito de criar uma LENDA.
Cada um, com suas mais diversas origens e culturas, construiu ao longo de muitos anos o que hoje é o Departamento de Polícia Federal.
Os HOMENS DO COLETE, muito antes das camisas pretas e parafernálias atuais.
Eles que dirigiam os fuscas e opalas...
Numa época em que a vaidade na Polícia se resumia a pentear o cabelo e cultivar as barbas, POLICIAIS DE VERDADE caminharam por estas terras, deixando um legado, que hoje, uma pequena parcela dos servidores (não são policiais ) insiste em ignorar e, muitas vezes, destruir.
A esses neófitos, desconhecedores da HISTÓRIA, que jamais passarão por tudo que aqueles dinossauros passaram, sempre com sorrisos estampados em seus rostos, resta informar que a instituição POLÍCIA é muito mais importante que devaneios de poder e "bateções de pezinhos".
A esses ANTIGÕES, o meu respeito e a honra de ter combatido o crime ao seu lado ao longo desses anos.
Sua história está escrita nos corações de muitos.
Ainda que as imagens se apaguem, as lembranças continuarão VIVAS.













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